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No Pará, pacientes renais morrem por falta de diálise

 

Pacientes do Pará que precisam se submeter à hemodiálise – processo de filtragem e depuração de substâncias indesejáveis do sangue, como a creatinina e a uréia – estão passando por um drama. Na última semana, duas pessoas morreram em Belém por falta de atendimento e atualmente, existem cerca de 280 pessoas esperando por um leito para fazer o tratamento em todo o Estado.

Não há máquinas suficientes para atender à demanda (hoje existem 276, mas são necessárias mais 200 máquinas) e a Secretaria de Estado do Pará alega que não há recursos financeiros e que o problema é agravado pela interrupção nos repasses do Ministério da Saúde ao Estado do Pará.

De acordo com a Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Pará, o tempo máximo de espera por atendimento para um paciente com problemas renais em estado grave é de uma semana, mas no Pará, a espera pode chegar até oito meses. 

A Comissão de Saúde da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) explica que se o paciente chegar a um hospital público e não conseguir fazer hemodiálise, o próprio hospital deve entrar em contato imediatamente com a Central de Regulação que deve encaminhar o paciente para onde a hemodiálise possa ser feita, mesmo que em um hospital particular. Se isso não for feito, o município e o Estado podem ser penalizados. 

 

Fonte: Associação dos Renais Crônicos e Transplantados do Pará

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