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Saúde enfrenta falta de medicamentos

A rede municipal de saúde está com desfalque de medicamentos que precisam ser usados diariamente para tratamentos de várias doenças, entre elas depressão e diabetes. Pelo menos sete medicamentos estão “zerados” no sistema. Em alguns casos, os medicamentos estão faltando há três meses. 

A prefeitura de Ribeirão Preto aponta que problemas com os laboratórios fornecedores prejudicaram a chegada dos medicamentos, mas alternativas já foram encontradas para evitar transtornos. 

Além da falta de medicamentos, insumos básicos, como seringas, agulhas e água sanitária estão em falta na rede, segundo informação passada por funcionários das unidades de saúde. 

Na UBDS do Quintino 2, faltam catéteres tipo “abocath” (usado na coleta de material e para pegar veias de crianças), escalpe (agulhas curtas), seringas de 20ml e de 5ml, além da água sanitária. 

Funcionários ouvidos pela reportagem explicam que os insumos já faltam há pelo menos oito meses e, quando chegam, vêm em pouca quantidade. 

Transtornos

Entre os medicamentos, a falta mais grave são de remédios para diabetes e pressão alta. Pacientes que tomam os comprimidos diariamente voltaram ontem para casa com vários itens da receita em falta. 

O vigilante Pedro Gomes de Jesus, 57 anos, ficou sem três remédios que precisa buscar na farmácia todo início de mês. “Não tinha o cálcio, nem a Metformina, para o diabetes, e o remédio da pressão. Vou precisar comprar, não posso ficar sem”diz.

 

A cuidadora de idosos Dionei Maria Correia de Aquino, 43 anos, Luiz Bombonato, 83 anos, e Irene Silva, 75 anos, fazem uso da Hidroclorotiazida, para controlar a pressão todos os dias, mas não conseguiram o medicamento ontem. 

Sem previsão de quando o estoque deve ser normalizado, os pacientes foram orientados a procurar a farmácia popular. 

Insumos

Segundo denúncias dos funcionários ouvidos na UBDS Quintino 2, faltam insumos para trabalhar. O ácido peracético usado para higienizar máscaras de aerossol está vencido e a água sanitária, que poderia substituí-lo, segundo funcionários, está em falta. “Estamos usando seringas de 60 ml, que custam o dobro do preço das seringas de 20 ml”, afirma um funcionário. 

Análise 

É preciso mais recursos

“Eu acho que Sistema Único de Saúde tem sido estruturado de forma tripartite, mas nos últimos anos, o compromisso do recurso municipal tem sido muito grande porque a demanda e a pressão da população faz a maioria dos municípios gastarem mais. É preciso de um maior apoio de recursos do Estado e também federal, que estão vindo cada vez menos. Um pouco mais de apoio do Estado. Nós temos problemas de financiamento. A lei de responsabilidade fiscal para fazer controle dos gastos públicos foi criada para não comprometer o orçamento. Mas no setor da saúde isso é um problema, o que a gente faz é uma relação humana, os gastos estão sempre no limite. A cidade pode ter problema de gestão desses recursos, mas falta dinheiro na saúde e quanto mais rica a cidade, mais despesas ela tem”, Oswaldo Yoshimi Tanaka - Professor Doutor do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Fonte: Jornal A Cidade

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