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Criança

Teste do pezinho é fundamental ao recém-nascido

A APAE DE SÃO PAULO foi pioneira, há 36 anos, pela introdução no Brasil da realização do Teste do Pezinho, lutando posteriormente por sua obrigatoriedade em todo o território nacional. O Programa Nacional de Triagem Neonatal tornou-se obrigatório a partir de 6 de junho de 2001, com a portaria GM/MS n.º 822. Desde então, nesta data celebra-se o Dia Nacional do Teste do Pezinho em todo o país. 

Hoje, a Organização é reconhecida pelo Ministério da Saúde como um centro de referência, com um dos mais modernos e conceituados laboratórios de Pesquisa e Triagem Neonatal, realizando exames e diagnósticos nesse sentido. 

Durante os últimos 11 anos, a APAE DE SÃO PAULO já realizou mais de 16,2 milhões de testes, prevenindo que as crianças diagnosticadas desenvolvessem Deficiência Intelectual e garantindo a melhora na qualidade de vida.

O laboratório é responsável por triar os testes de 346,7 mil crianças nascidas, ou seja, 57% dos testes realizados no Estado de São Paulo e 135, 6 mil, cerca de 80% dos exames do município, feitos em hospitais públicos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, a APAE DE SÃO PAULO registrou mais de 650 casos positivos no Teste do Pezinho básico. 

O Teste do Pezinho, em sua versão básica, diagnostica quatro patologias metabólicas e genéticas: a Fenilcetonúria, o Hipotireoidismo Congênito, a Fibrose Cística, a Anemia Falciforme e demais Hemoglobinopatias. Se não tratadas a tempo, as duas primeiras doenças podem ocasionar uma Deficiência Intelectual e, as demais, causar prejuízos à qualidade de vida do bebê. Por este motivo é essencial que se realize o exame para diagnóstico precoce na primeira semana de vida da criança, após 48 horas do nascimento, e com o limite máximo de até o 5.º dia de vida.

Além do Teste do Pezinho básico, o Laboratório da organização está apto a oferecer outros dois tipos exames, sendo ambos pagos: o Mais, que diagnostica 10 patologias, e o Super, mais completo, que identifica até 46 doenças. Há ainda o teste personalizado, realizado de acordo com a orientação do médico e a necessidade do paciente.

APAE DE SÃO PAULO realiza tratamento imediato e gratuito

Algumas doenças detectadas no teste têm o tempo como fator crucial no tratamento e na qualidade de vida da criança, que necessitará de alimentação especial e cuidados bastante específicos. Por isso, a importância de que o teste seja realizado o mais rápido possível, pois as sequelas do diagnóstico tardio podem ser irreversíveis.

Em 2011, a APAE DE SÃO PAULO investiu recursos na construção de uma cozinha especial aos pacientes com Fenilcetonúria. A alteração é genética e causa a Deficiência Intelectual. Quando se faz um diagnóstico rápido por meio do Teste do Pezinho, e um tratamento adequado, a pessoa adquire uma qualidade de vida normal. Para isso, a alimentação restrita aos alimentos com baixo teor de proteínas é fundamental para o controle da doença. Desta forma, equipes de nutricionistas da APAE DE SÃO PAULO são especializadas numa gastronomia diferenciada com receitas saudáveis e adaptadas para este tipo de deficiência. O local é responsável por atender 320 pacientes em tratamento, destes, 140 correspondem a famílias carentes e 73% dos atendidos mantiveram os níveis adequados de fenilalanina. 

Mensalmente, a Cozinha Especial da APAE DE SÃO PAULO produz 3 mil itens e 600 quilos de alimentos aos atendidos. No ano passado, a cozinha fabricou mais de 30 mil produtos para este público. 

A Organização trabalha a partir um sistema de Busca Ativa para casos suspeitos e áreas destinadas à orientação de familiares. Todo o tratamento é gratuito e o Serviço de Referência de Triagem Neonatal – SRTN - dispõe de uma estrutura avançada no ambulatório com uma equipe interdisciplinar — neuropediatra, hematopediatra, endocrinopediatra, nutricionista, psicólogo e assistente social — para a convocação e o acompanhamento dos casos com resultados alterados ou suspeitos. 

Além das ações de prevenção pelo Teste do Pezinho, a APAE DE SÃO PAULO também oferece tratamento, gratuito à população estimulando a pessoa com Deficiência Intelectual, da infância até a fase adulta, a exercitar e desenvolver suas potencialidades para adquirir a melhor qualidade de vida.  Nos últimos três anos, mais de 8,7 mil pessoas são atendidas pelos serviços de Estimulação e Habilitação, Educacional, Qualificação, Socioeducativo e Envelhecimento. 

Fonte: APAE

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